Entenda e destrua suas limitações

Clique aqui para ouvir esse artigo

Quando nascemos somos invencíveis, ou pelo menos nos sentimos como tal.

Ressalvadas as diferenças culturais e sociais, a normalidade é que a vida dos recém-chegados ao mundo é tranquila e realizadora.


Os bebês nascem e vivem até uma certa idade totalmente inconscientes de que não podem fazer aquilo que querem. Eles têm este mecanismo para que, justamente, possam crescer e se desenvolver para chegar até a idade adulta.


Os bebes aprendem que se fizerem barulho terá alguém prontamente preparado para atendê-los com alimento, segurança, conforto e tudo mais que eles precisarem, inclusive amor.


Em função desta ausência de insegurança, conseguem se sentir aptos a aprender a se comunicar, depois falar, andar e fazer uma série de fofurices que agradam muito os adultos que os trouxeram ao mundo. Eles inclusive transmitem a forma mais pura de amor que podemos conhecer nesta vida.


Em sua trajetória de crescimento contam com o amor daqueles que os criam, que são na maioria das vezes os pais, e este amor, da forma que é dado, cria nestes recém-chegados uma coisa chamada medo. Você já deve ter ouvido frases como as seguintes:


  • Criança não sobe aí se não vai cair e se machucar;
  • Não faça isto, pois é muito pesado para você;
  • Não suba aí se não você cai, porque é muito alto pra você;
  • Você ainda é pequeno para estas coisas;
  • Não corra muito, pois pode vir um carro e te pegar;
  • Não vá muito longe porque é muito perigoso;
  • Quem manda aqui sou eu o adulto e você ainda é uma criança;
  • Você não sabe nada da vida;
  • Você não consegue se defender sozinho...

E por aí vai.


Estas frases ouvimos desde muito cedinho e, apesar de nos serem faladas com muito amor e com o objetivo de nos defender de coisas que poderiam acontecer, nos fazem desenvolver o sentimento maligno do medo. Quantas crianças vimos por aí que não sobem em alturas e têm medo de brincar no parquinho?


Depois vamos crescendo e começamos a ouvir, não só dos nossos pais, mas de todos os adultos com quem convivemos:


  • Tal pessoa teve muita ambição e por isso se deu tão mal;
  • Quem sonha muito alto acorda chorando;
  • Fulano ficou rico porque fez algo errado;
  • Ciclano conseguiu ser promovido porque puxou saco de alguém;
  • O dinheiro é sujo, lave as mãos quando mexer com ele;
  • Quem liga muito para aparências é vazio por dentro;
  • A vaidade não é de Deus;
  • Ser humilde (pobre) é uma virtude;
  • Não deseje o que não é da sua realidade;
  • A realidade é dura;
  • Só cresce na vida quem trabalha duro e não tem tempo de se divertir;
  • Só o grande esforço dá resultado;
  • É assim mesmo...
  • Assim é a vida...
  • A vida é dura...
  • É da vontade de deus que você sofra...


Só de redigir ou ler estas frases é possível sentir a dor que elas carregam. Estas frases, aparentemente inofensivas, são capazes de selar destinos e condenar pessoas, que poderiam ter vidas plenas e abundantes, a sucumbir em uma realidade de escassez e pobreza.


Estes exemplos, dentro de um espectro muito maior que pode variar de acordo com cada tipo de cultura, são as bases fundamentais da criação das tais crenças limitantes. Este termo tem ficado famoso ultimamente e são os grandes vilões da psicologia positiva.


Esta aqui é uma maneira simples de explicar isto que podemos chamar também de padrões de pensamentos, os quais são difíceis de identificar em nossa vida, pois estão plantados fundo em nosso inconsciente e fazem parte do nosso modo automático de viver.


Durante a vida vamos acumulando estes pensamentos e estocando em nosso mais profundo campo de plantações e, de sementinha em sementinha, gotinha em gotinha vão crescendo e formando raízes profundas que requerem um esforço tremendo para combater no futuro.


Com o decorrer da vida, evoluímos daqueles bebes destemidos que são capazes de aprender a andar, mesmo caindo várias vezes no processo, para adultos que temem qualquer tipo de mudança por mais insignificantes que sejam.


  • Passamos de curiosos para buscadores de padrões.
  • Deixamos de conhecer novas pessoas para nos aproximar de quem tem os mesmos costumes que nós.
  • Deixamos de nos envolver em aventuras para buscar a segurança.
  • Deixamos de acumular experiencias no presente para pensar em projetar o futuro.
  • Deixamos de viver e ficamos preocupados com o que deixaremos depois de morrer.


Toda esta mudança de comportamento, todo este padrão de vida é construído em decorrência do nosso sistema de crenças. Por isto é de extrema urgência que identifiquemos qual é o nosso, para assim sabermos quais devemos reforçar e quais devemos destruir para sempre.


Começar este processo nunca é fácil. Exige determinação, exige movimento, esforço e muita coragem. É um processo que vai gerar muita dor, muito incômodo e nosso inconsciente vai fazer de tudo para que desistamos dele.


Este sistema de crenças, juntamente com toda a informação que juntamos na vida, sobre nós mesmos e o mundo à nossa volta constituem nossa identidade, nosso ego que, uma vez, consciente de si jamais vai querer mudar, pois mudar para ele significa perder o seu lugar no mundo.


Encontre suas limitações e então as destrua.


Com muito amor,

Valéria 


Obs: Texto publicado também em https://caminhodaprosperidade.com/autodesenvolvimento/destrua-suas-limitacoes 

Você também poderá gostar